domingo, 24 de julho de 2011

Crônica de uma alvorada atrasada


"Chora
A nossa Pátria
Mãe gentil!
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente!
A esperança..."
[João Bosco e Aldir Blanc - O Bêbado e a Equilibrista]

Era o próprio equilibrista!!!
Sem roupa de carlitos,
Sem cobertura jornalística.
Maltrapilho sob o céu sem brilho 
De fins de abril no planalto,
Ele olha pro chão - que é o seu astrolábio -
E tenta passar despercebido
Incólume, anônimo, resignado.
Mas falha em desviar das câmeras
Poluindo as visões turísticas:
Exercício fracassado de logística.
Completa o quadro a esplanada
Tão mais jovem, 
O mesmo tanto ensimesmada...
Muda pouco, quase sempre nada.
Essas tais coisas de política...

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