quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cordelzinho

"Palava poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria"

"Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes."
[Manoel de Barros]

João sorridente
Vivia na loja
Atraindo cliente.
O patrão lhe chamava
E agradecia
A freguesia só aumentava
De noite ou de dia.

Com rimas infantis
Ou com balas de anis
Anunciava à multidão.
E seu carisma atiçava
Quem por ali perto passava,
Que entrava na loja
E comprava um botão.

Um dia comum
João e mais um
Foram chamados pelo patrão
Disse-lhes ele que não
Mais poderia lhes empregar:
- Muitas contas a pagar,
O dinheiro é escasso e
tenho muito cansaço.
Estava velho e fecharia a loja
Iria plantar soja
Num interior qualquer,
com os filhos e a mulher.

Apossou-se de João,
Nosso vendedor exemplar,
O desespero e o medo.
Era mais um na rua,
A vagar sob a luz fraca da lua
Com destino a lugar
Bem...
Com destino a lugar nenhum.

Passavam os carros,
Passavam pessoas.
Não queria nem saber
Se eram más
Se eram mais
Se eram, mas
E se fossem boas...

Andando errante,
Pensamento distante,
Avistou a solução!
Atirou-se no mar.

Só que alguém importante,
Um desconhecido,
Pulou em seguida
[valiosa era a vida!!!]
E conseguiu lhe salvar.

Um comentário:

  1. ADEUS ANO VELHO!
    Chegou o fim do ano:
    Tempo de ter esperança,
    Que as mudanças virão
    Para fé somos criança;
    Com trabalho mais luta
    Para alcançar confiança.

    O que passa somos nós,
    Começa no pensamento
    Se positivo legal,
    É nosso bom alimento
    Nos prepara para vida,
    É Deus em todo momento.

    DEMPARASO/ADÃO SALINA

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