segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pá de cal



"Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado."
[Tom Jobim e Vinícius de Moraes - Insensatez]

Feito cal jogada no breu
Na calada da noite
Tanto calando-se-nos
Disse ele e, então, eu...

Agora me falta-lhe o fôlego.

Desfeitos nesse mudo açoite
De verborrágicos suspiros
Trôpegos
Desconfiados descortinam-se todos
Dando vazão a um sinestésico grito.

Que na ausência das palavras 
Certezas críveis e estruturadas
Sobra o inexprimível.

E, por hora, com ele me deito.

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