quinta-feira, 16 de junho de 2011

Noite


"Se não existisse o sol, como seria pra Terra se aquecer?
E se não existisse o mar, como seria pra natureza sobreviver?
E se não existisse o luar, o homem viveria na escuridão.
E se não existisse o luar, o homem viveria na escuridão...
E como existe tudo isso, ô meu povo
Eu vou guarnecer o meu batalhão de novo..."
[Boi da Maioba - Se não existisse o sol...]

Ah noite... 
A noite dos enamorados
Dos apaixonados
Dos encantados 
Mesma noite dos desiludidos 
Dos mal-amados 
Dos solitários corações.

Noite ainda das crianças
Do sono tranquilo
Da inocência
Do aconchego dos edredons.

É também noite dos maltrapilhos
Marginais
Violentados
Atormentados pelo frio
Pelo silêncio 
E pelo vazio
Da vida
Da noite
Do amanhã que demora demais.

Ah, noite! 
E minhas
Vívidas e 
Lívidas 
Dúvidas
Duma vida ainda pouco
Vivida
Intrépidas e
Tépidas
Dívidas
Duma vida inda há pouco
Vivida.

Noite paradoxal
Que ameaça e une
Acalenta e assusta
No descanso, tão curta
No desalento, abissal.

Pois que o dia some.
À noite, sou-me.

Desponta a luz mais nítida
Na escuridão a esmo...
Se na calada da noite
Ninguém é de ninguém
Que se seja, então, de si mesmo.

2 comentários:

  1. Legal o blog Nati!
    Continua alimentando a alma com palavras e pensamentos, plantando-os com os sentimentos mais abertos. Isso mantém vibrante a vida e compartilha essa gostosa refeição!
    Beijos,
    Estefano

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  2. Sempre gostoso ler suas obras!

    Aô, noite fria!

    Beijooo!

    Marquinhos

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