quinta-feira, 16 de junho de 2016

Transitoriedade


Contorno o vazio
Vezes seguidas
Como quem perde a saída
Da tesourinha

Estar no trânsito
Ou no caminho
Não é nada além
De perspectivas

Retorno do transe
Às voltas do eixo
A L4 logo ali
Só minha

Então só acelero
E me ultrapasso
Inteira minha

Um comentário:

  1. "Como quem perde a saída da tesourinha"
    Muito bom isso.
    Esses poemas sobre Brasília me lembram Nicolas Behr.

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